A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado realizou uma audiência pública para discutir desafios das políticas de prevenção da automutilação e do suicídio. O encontro teve como foco o Setembro Amarelo e reuniu especialistas, representantes do governo federal, entidades da sociedade civil e organizações não governamentais.
Os participantes abordaram cuidados com crianças e adolescentes, tanto em casa quanto nas escolas, além dos efeitos das condições de trabalho sobre a saúde mental e dos canais disponíveis para acolhimento de pessoas em sofrimento psíquico. Na discussão sobre o ambiente escolar, foi defendida uma atuação que envolva diferentes áreas e a construção de espaços seguros, acolhedores, inclusivos e democráticos, com atenção a situações como bullying, discriminação e outras formas de violência.
O debate também tratou da saúde mental no trabalho. Representantes presentes apontaram fatores como dificuldades econômicas, instabilidade financeira e desigualdades nas relações profissionais como elementos que podem afetar trabalhadores. A manutenção de um ambiente de trabalho íntegro e seguro foi citada como obrigação prevista na legislação trabalhista e na Constituição.
Segundo informações apresentadas na audiência pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), o serviço oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, 24 horas por dia, e também mantém atendimento por chat e e-mail.
A campanha Setembro Amarelo foi oficializada pela Lei 15.199, sancionada em setembro de 2025. A norma estabeleceu 17 de setembro como Dia Nacional de Prevenção da Automutilação e 10 de setembro como Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.
Fonte: Senado Federal.