O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano. O corte de 0,25 ponto percentual foi o quinto consecutivo.
Após a decisão, representantes da indústria, da construção e dos trabalhadores defenderam a continuidade da redução dos juros, embora com avaliações distintas sobre a medida.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a política monetária como ainda restritiva e afirmou que há espaço para o Banco Central avançar no ciclo de cortes, segundo nota da entidade.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) considerou a redução um passo importante, mas insuficiente diante do patamar dos juros. A Força Sindical também avaliou o corte como tímido e defendeu uma redução mais intensa.
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) considerou positiva a decisão, mas afirmou que a Selic continua elevada e limita uma retomada mais consistente do crédito e dos investimentos no setor produtivo. Para a entidade, a continuidade da queda dos juros é necessária.
As possíveis consequências de juros menores sobre crédito, consumo, investimentos e emprego citadas pelas entidades refletem suas avaliações, não previsões confirmadas.