Um estudo da Consultoria Legislativa do Senado, baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre candidaturas, prestações de contas e resultados eleitorais, aponta redução da desigualdade na distribuição de recursos do Fundo Eleitoral entre os partidos nas eleições de 2022, na comparação com 2018.
Segundo a análise, a dotação do fundo cresceu cerca de 133% no período, já considerado o desconto da inflação. Nas disputas para deputado federal, o indicador de desigualdade entre as legendas caiu de 1,024, em 2018, para 0,507, em 2022 — redução de 50,5%.
O número de candidaturas a deputado federal que receberam recursos também aumentou, passando de 5.517 para 8.255 entre os dois pleitos.
Dentro dos partidos, contudo, a redução da desigualdade foi menor. O indicador intrapartidário passou de 0,589 para 0,508 nas eleições para a Câmara dos Deputados. De acordo com o estudo, com a diminuição das diferenças na disponibilidade de recursos entre as siglas, os critérios internos de distribuição ganham relevância para explicar a desigualdade que permanece.
A análise se limita aos dados dos pleitos de 2018 e 2022 e às metodologias empregadas pela Consultoria Legislativa do Senado.